domingo, 21 de março de 2010

reconstrução no chile


Os terremotos no Chile que destruíram a cidade de Concepción, ao sul de Santiago, em fevereiro serão enfrentados com "uma economia de guerra" e vão requerer "profunda austeridade" nos gastos públicos, declarou Sebastian Piñera, presidente do país, neste sábado, dia 20. As informações são da agência noticiosa Ansa.

"Vamos estabelecer uma economia de guerra em muitos assuntos públicos, no sentido da austeridade", destacou o presidente ao visitar um bairro da capital Santiago.

"Planejamos um corte geral de 5% nos gastos correspondentes aos bens de consumo, compras de equipamentos e maquinarias em todos os ministérios", explicou Piñera, que disse ainda agir de modo a dar "o exemplo", pois "o maior corte será na Presidência da República". Alguns projetos do governo também serão suspensos.

Implementando estas medidas de restrição orçamentária, o governo pretende criar um "fundo da reconstrução", que durará por quatro anos e deverá arrecadar cerca de US$ 733 milhões.

O presidente botou em xeque o estudo veiculado na imprensa local indicando que o país teria perdido apenas US$ 8 bilhões, ao invés dos US$ 30 bilhões divulgados pelo governo.

As estimativas do governo agregam defensores. Como a análise do especialista Matías Braun, para quem as projeções oficiais podem responder "ao temor do primeiro momento ou à estimativa de perdas, como a porcentagem do PIB (Produto Interno Bruto)" ou "à multiplicação dos danos do terremoto de 1985".

"Quero ser muito preciso. O prejuízo bruto, total do setor público, do setor privado, que afetou nosso país com o terremoto ou tsunami está estimado em US$ 30 bilhões", enfatizou.

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